
Citroën Basalt Dark Edition: confira equipamentos, consumo e desempenho

Lançada em setembro de 2025, a versão Dark Edition do Citroën Basalt chegou para ocupar o topo da gama, trazendo diferenciais estéticos em relação à Shine. Confira equipamentos, consumo e desempenho nas Impressões do Dirigir.
O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor preto Perla Nera, tonalidade que não tem custo adicional nessa versão. A Dark Edition custa R$ 129,89 mil. Abaixo, estão a Shine (R$ 128,89 mil) e a Feel (R$ 119,99 mil), também equipadas com o motor Turbo 200 e câmbio automático. Como versão de entrada, segue a Feel 1.0 aspirada com câmbio manual, vendida por R$ 104,89 mil.
Como o próprio nome sugere, entre os diferenciais estéticos da Dark Edition estão logos escurecidos e detalhes em vermelho Andre Red — uma homenagem a André Citroën, fundador da marca. O aerofólio traseiro é uma exclusividade dessa versão e traz um filete na mesma cor vermelho. Calçadas com pneus 205/60, as rodas aro 16” são pretas. O interior é escurecido e a cor vermelha está presente nas costuras do volante e em detalhes dos bancos dianteiros. Na soleira, um adesivo protetor remete à versão Dark Edition. Já os pedais são cromados.

No mais, não há diferenças significativas em relação à versão Shine, que anteriormente ocupava o topo da gama. O Basalt chegou ao mercado em outubro de 2024 e surpreendeu pelo design. Produzido em Porto Real (RJ), usa a mesma receita SUV/cupê do primo Fiat Fastback. Os faróis afilados na dianteira lembram bastante os irmãos Aircross e C3, mas as lanternas traseiras são exclusivas, marcadas por um vinco na lateral. O design é caprichado e repleto de detalhes estilísticos.
Dimensões e capacidades

Construído sobre a plataforma CMP, o carro tem 4,34 m de comprimento, 2,64 de entre-eixos, 1,82 m de largura e 1,58 m de altura. Essas dimensões também contribuem para criar um ótimo espaço interno, tanto para as pernas quanto para a cabeça de quem vai atrás. O porta-malas tem ótima capacidade, comportando bons 490 litros. Na viagem para o Litoral Norte gaúcho, coube toda a bagagem da família. Já a altura em relação ao solo é de 18 cm, enquanto o ângulo de entrada totaliza 20,5° e, o de saída, 28°.
Acabamentos e equipamentos

O visual interno segue o padrão atual da marca. O design é caprichado, com uma faixa central feita com material agradável ao toque. Porém, a parte superior do painel é feita em plástico duro. Uma alteração singela, mas relevante, é a mudança de local dos comandos para abertura dos vidros traseiros, que antes estavam em um console localizado entre os bancos dianteiros e agora estão nas portas, facilitando o uso diário.
O painel de instrumentos digital TFT de 7″ é configurável. Fácil e intuitiva de usar, a central multimídia Citroën Connect Touchscreen de 10,25” vem com Android Auto e Apple Carplay e está conectada a 6 alto-falantes. Os bancos dessa configuração têm acabamento premium – composto por couro e material sintético. Um apoia-braço central é bastante útil ao motorista. Faltou, no entanto, regulagem de profundidade para o volante, que traz apenas ajuste de altura. Versão Dark traz tapetes e carpetes exclusivos. Quanto à segurança, carro vem com 4 air bags e assistente de partida em rampa (Hill Assist).
Motor turbo de 130 cv

O motor Turbo 200 é um 1.0 de 3 cilindros que utiliza turbo, injeção direta e o sistema eletrohidráulico Multiair 3 no cabeçote para alcançar potência equivalente à de propulsor 1.6 e torque compatível com 2.0 aspirados com 4 cilindros. São 125 cv com gasolina e 130 cv com álcool (ambos a 5.750 rpm), bem como torque de 20,4 kgfm com qualquer um dos combustíveis a apenas 1.750 rpm. Ou seja: como o torque está disponível logo cedo, não é necessário acelerar muito para o carro ganhar velocidade de forma satisfatória. Na estrada, as retomadas agradam pela rapidez.
Conforme os números da fábrica, a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 9,6 s com etanol e em 10 s com gasolina. Já a velocidade máxima é de 199 km/h com álcool e 197 km/h com gasolina.
A boa aerodinâmica e o baixo peso do veículo (1.191 kg na Shine) contribuem para a economia. O câmbio CVT com 7 marchas simuladas igualmente favorece o consumo. Com álcool, a montadora promete 8,4 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada e, com gasolina, 12,1 km/l na cidade e 13,7 km/l na rodovia. O exemplar testado estava abastecido com gasolina e fez média de 9 km/l na cidade e 15 km/l na estrada, conforme o computador de bordo. Ao longo de 760 km, a média geral foi de 11,1 km/l (50% cidade e 50% estrada). O tanque de combustível tem 47 litros de capacidade.
Ao volante, o carro tem ótima dirigibilidade e uma suspensão que entrega bom equilíbrio entre estabilidade e conforto, honrando a tradição da Citroën.
Resumo da Resenha
O Basalt é, sem dúvida, um dos carros nacionais mais estilosos e espaçosos na faixa dos R$ 100 mil a R$ 130 mil. Tem bom desempenho e ainda por cima é econômico. Porém, traz apenas piloto automático tradicional, e não o adaptativo (ACC). A ausência de assistentes de condução – como o Alerta de mudança involuntária de faixa (LDW) – é algo evidente e que faz falta, principalmente nesta versão topo de linha. A Dark Edition custa R$ 1 mil a mais que a Shine e traz apenas diferenciais estéticos, garantindo uma certa exclusividade.
