WR-V: confira o teste do SUV de entrada da linha Honda

Visual moderno, tecnologia e economia. São muitos os atributos do WR-V, SUV de entrada da linha Honda. Promessas à parte, como se comporta o carro no dia a dia? Confira as Impressões ao Dirigir do modelo, vendido em duas versões: EX (R$ 149 mil) e EXL (R$ 154 mil).
Quem aí lembra da primeira geração do WR-V? O modelo foi lançado em 2017 e saiu de linha em dezembro de 2021, juntamente com o irmão Fit, que utilizava como base. Em outubro de 2025, após 4 anos, o carro retornou ao mercado com novo visual e tecnologias semiautônomas.
A versão enviada pela montadora para o tradicional teste de uma semana é a topo de linha EXL. À primeira vista, impressiona o visual moderno, porém quadradão, típico de um SUV. O design traz linhas retas, com destaque para a grade dianteira, o capô plano e para a traseira alta, conectando as lanternas bipartidas. O conjunto óptico dianteiro tem design afilado e tecnologia LED. As luzes de posição e de freio cumprem a função de assinatura luminosa, em LED. Nas duas versões, as rodas em liga-leve aro 17” são calçadas com pneus 215/55.

O design da cabine segue o mesmo conceito da carroceria, valorizando linhas retas e horizontais. O painel de instrumentos TFT de 7”, as molduras das maçanetas, os difusores de ar e o contorno do painel central abaixo da central multimídia touchscreen de 10” são os principais pontos criados a partir de linhas retas.
Além do painel com tela TFT de 7” HD colorida, que oferece informações completas ao motorista, e da central multimídia touchscreen de 10” com sistema de última geração. O aplicativo myHonda Connect oferece diversas funcionalidades, como recebimento de alertas e agendamento de revisões.
Mesmo nesta configuração EXL, a parte central e a superior do painel são construídas em plástico seco, e sem dúvida mereciam materiais mais agradáveis ao toque. Uma faixa central de aplique black piano disfarça esse visual espartano.
O que a topo de linha traz a mais

Desde a versão de entrada EX o carro vem completo, mas a topo de linha EXL adiciona barras longitudinais no teto, faróis de neblina em LED, bancos e volante revestidos em couro, carregador por indução e apoio de braço central com porta-copos no banco traseiro. Vai do bolso de cada um a decisão de gastar R$ 5 mil a mais para ter esses equipamentos.
Segurança e assistência à condução

Além de carroceria projetada com elevada rigidez estrutural, o WR-V traz pacote de segurança que inclui, nas duas versões, 6 air bags (frontais, laterais e do tipo cortina), câmera de ré multivisão e sensores de estacionamento.
Também vem equipado com o Honda Sensing, composto por Controle de cruzeiro adaptativo (ACC), quepermite manter distância segura em relação ao veículo à frente. Acionado pelos botões no volante, o ACC é fácil de usar e tem boa calibragem, aumentando a segurança no dia a dia. Isso não significa, porém, que o motorista pode ficar desatento ao volante. Já o Sistema de frenagem para mitigação de colisão (CMBS), que freia automaticamente ao identificarcolisão frontal, inclusive bicicletas, motos e pedestres
Completam o leque o Sistema de assistência de permanência em faixa (LKAS), que ajusta a direção para permanência do veículo centralizado nas faixas de rodagem; oSistema para mitigação de evasão de pista (RDM), que ajusta a direção ao detectar eventual saída de pista, eo Ajuste automático de farol (AHB).
Dimensões e porta-malas

A segunda geração do WR-V tem 4,32 m de comprimento, 2,65 m de entre-eixos, 1,79 m de largura e 1,65 m de altura. O espaço tanto para quem vai na frente quanto para quem viaja atrás é ótimo. Os passageiros do banco traseiro ainda contam com uma saída de ar-condicionado exlusiva.

O porta-malas, com 458 litros com bancos em posição normal de uso, pode chegar a 1.466 litros com o rebatimento dos encostos. Pena que o modelo não tem o sistema Magic Seat, disponível no Fit. No tanque, cabem 44 litros de combustível. Versão EX pesa 1.273 kg e, EXL, 1.278 kg. O vão livre de 22,3 cm ajuda bastante na hora de trafegar por estradas mal-conservadas.
Motor 1.5 gera 126 cv

O motor 1.5 16V de 4 cilindros em linha aspirado é o mesmo da linha City/HR-V e equipa duas versões do WR-V. São 126 cv de potência a 6.200 rpm, tanto com etanol como gasolina. Já o torque máximo é de 15,8 kgfm a 4.600 rpm (etanol) e 15,5 kgfm a 4.600 rpm (gasolina).
Com cabeçote, bloco e cárter de alumínio, o propulsor é dotado de injeção direta de combustível, contando ainda com o sistema i-VTEC, que permite a variação da amplitude e da duração da abertura das válvulas de admissão para otimizar o desempenho em diferentes regimes de rotação.
Apesar de não empolgarem pela esportividade, as acelerações e retomadas do WR-V agradam. A transmissão automática CVT tem boa calibragem e traz aletas (paddle shifts) atrás do volante, pelos quais é possível selecionar 7 marchas simuladas. Essa função facilita bastante nas reduções em descidas de Serra, por exemplo. Como pede um carro familiar, a suspensão entrega bons níveis de conforto
Consumo comedido
De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), com álcool o modelo faz 8,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada. Com gasolina, promete 12 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada.
Abastecido com gasolina, o modelo fez, durante o teste, 11,5 km/l na cidade e 15 km/l na estrada. Durante os 468 km rodados (50% cidade e 50% estrada), a média geral foi de bons 12,3 km/l.
Resumo da Resenha
Espaçoso, econômico e bem equipado, o WR-V é, sem dúvida, uma ótima opção no segmento de SUVs de entrada. E olha que concorrentes não faltam: Fiat Pulse, Nissan Kicks Play, Volkswagen Nivus e o recém-chegado Toyota Yaris Cross, só para citar os principais. Também agrada bastante a garantia total de 6 anos, que chancela a qualidade de construção da Honda, pois não tem limite de quilometragem nem itens excluídos de cobertura – a não ser, obviamente, aqueles de desgaste natural. Porém, essa versão topo de linha testada bem que merecia acabamentos macios ao toque na região do painel.
