Hofstetter e Concorde: pela primeira vez, dois carros genuinamente brasileiros estarão expostos na “AutoClásica 2026” na Argentina
Os visitantes da “AutoClásica” terão, pela primeira vez, a oportunidade ímpar de contemplar dois carros genuinamente brasileiros: o Concorde e o Hofstetter. Ambos os modelos pertencem ao primeiro parque automotivo temático do Brasil, o Dream Car de São Roque (SP), e prometem ser uma das sensações da exposição, que é uma das mais renomadas do mundo no segmento de veículos antigos e ocorre de 9 a 12 de outubro no hipódromo de San Isidro, cidade distante 25 km da capital da Argentina, Buenos Aires. “Esta iniciativa do Dream Car é muito importante, estimulando um intercâmbio entre os antigomobilistas brasileiros e argentinos. Esses dois carros fora de série nacionais são parte da história da nossa indústria automobilística e certamente farão muito sucesso nesta tradicional mostra sul-americana”, avalia o presidente do conselho consultivo da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), Roberto Suga. Conheça detalhes técnicos e um pouco da história de cada modelo.
Inspirado no design de carros clássicos dos anos 1930, o Concorde foi a concretização do sonho do empresário e colecionador João Storani. A fábrica iniciou suas operações em Jundiaí e posteriormente foi transferida para Vinhedo, interior de São Paulo. De 1976 a 1985, apenas 25 exemplares foram produzidos de forma artesanal. A carroceria em fibra de vidro era montada sobre um chassi de fabricação própria e com mecânica de Ford Galaxie/Landau, incluindo motor V8 4.9 (199 cv de potência e 39,8 kgfm de torque) acoplado ao câmbio automático de 3 marchas, com opção de transmissão manual de 4 marchas do Ford Maverick. O interior traz um nível de luxo incomum para os carros nacionais da época: bancos em couro, painel em madeira jacarandá e componentes cromados. Devido a esses atributos, foi comparado ao Rolls-Royce e teve unidades exportadas para os Estados Unidos.
Com 5,20 m de comprimento, este gigante foi uma das grandes atrações do Salão do Automóvel de 1976, inclusive por ser o mais caro da mostra brasileira. Ao contrário do que muitos imaginam, o nome do modelo foi inspirado na famosa Praça da Concórdia, de Paris, e não no avião supersônico Concorde, lançado em janeiro de 1976. O exemplar ano 1979 de cor verde pertencente ao Dream Car é a unidade de número 008 produzida e está em perfeito estado de conservação.
Hofstetter, o “Lamborghini brasileiro”

Apesar do jeitão de superesportivo importado, o Hofstetter é um projeto brasileiro, desenhado e desenvolvido por Mário Richard Hofstetter, que montou apenas 18 unidades em sua fábrica na capital paulista. Com portas asas-de-gaivota e a carroceria em forma de cunha inspirada no Alfa Romeo Carabo, o modelo fez sua estreia no Salão do Automóvel de 1984, chegando a ser chamado pelos entusiastas de “Lamborghini brasileiro”. Passados 42 anos, o design ainda encanta pela ousadia e modernidade. Equipado com motor Volkswagen AP 1800 de 4 cilindros a álcool, conta com turbocompressor para gerar 140 cv de potência e 21 kgfm de torque. O câmbio é manual de 4 marchas. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e alcança a velocidade máxima de 196 km/h.
Após a exposição na “AutoClásica 2026”, os dois modelos retornam ao acervo do Dream Car, podendo ser contemplados e fotografados à vontade pelos fãs. Além de museu com 185 veículos antigos, conta com uma infraestrutura completa para a família, incluindo shopping (23 lojas e restaurantes), parque de diversões infantil e kartódromo, onde ocorrem apresentações gratuitas de drift todos os finais de semana. As atrações do Parque Dream Car podem ser adquiridas pelo site www.dreamcarmuseu.com.br ou também em agências de viagens de todo o Brasil. Informações adicionais: WhatsApp (11) 3090-9147. Siga o Dream Car no Instagram: @dreamcarsaoroque.
