Chevrolet Sonic RS: confira equipamentos, economia e desempenho do novo carro gaúcho

Versão RS traz visual esportivo, reforçado pelas rodas pretas aro 17″ | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Lançamento mundial feito em maio de 2026 no Brasil, o Chevrolet Sonic ainda é novidade e chama bastante atenção nas ruas, especialmente a versão RS, de visual esportivo. Confira equipamentos, economia e desempenho do carro nas Impressões ao Dirigir.

Antes de mais nada, é preciso reforçar que este novo carro produzido no complexo industrial da GM em Gravataí não tem nada a ver com aquele Sonic comercializado no Brasil entre 2012 e 2014, nas versões hatch e sedã, inicialmente importado da Coreia do Sul e depois do México. O novo Sonic chegou inicialmente em suas versões topo de linha RS (R$ 140,99 mil) e Premier (R$ 134,99 mil). Posicionado entre o Onix Activ e o Tracker, é considerado como o lançamento mais importante do ano para a companhia, que investiu R$ 1 bilhão no projeto.

O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor cinza Urbano, que acrescenta R$ 1,8 mil ao valor final. À primeira vista, chama a atenção o visual moderno do Sonic, que lembra os carros elétricos da GM, especialmente o Equinox EV. Os faróis em LED são afilados e, na traseira, as lanternas (também em LED) se conectam a uma barra que ocupa toda a largura do carro. As rodas pretas aro 17” são calçadas com pneus 205/50.

Logo vermelho na grade identifica a configuração RS | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Classificado como SUV pela GM, o modelo na verdade está mais para crossover e tem 4,23 m de comprimento, 2,55 m de entre-eixos, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura, bem como 20 cm de altura livre em relação ao solo. Já o porta-malas comporta 392 litros.

Porta-malas tem capacidade para 392 litros de bagagens | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Externamente, a versão se destaca pelos logos RS na traseira e na grade dianteira, além das rodas e do teto preto. Por dentro, traz costuras decorativas e cintos de segurança em vermelho.   

Virtual Cockpit System

Virtual Cockpit System é formado por um quadro de instrumentos digital de 8” e por uma central multimídia de 11” | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

A proposta moderna do Sonic segue no interior. O painel de linhas horizontais integra o Virtual Cockpit System, formado por um quadro de instrumentos digital de 8” e por uma central multimídia de 11” levemente voltada para o motorista. A central oferece projeção sem fio para Android Auto e Apple Car Play, bluetooth para dois celulares, Wi-Fi nativo e capacidade de receber atualizações remotas de software, permitindo incorporar melhorias. Entradas USB dianteiras e traseiras e carregador de celular por indução ajudam a manter todos conectados.

O volante multifuncional de base reta, com boa empunhadura e ajustes de altura e profundidade, traz a gravata atualizada da Chevrolet e inserções em preto brilhante. Os bancos em formato de concha e forração premium agregam uma camada extra de espuma, moldando melhor o corpo em trajetos longos. De fato, são muito confortáveis no uso diário.

Chevrolet Intelligent Driving

Em termos de segurança ativa, o modelo estreia a nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, que usa uma câmera frontal de alta definição com cerca de 40% mais área de cobertura para ler o cenário à frente. Agora, a frenagem automática de emergência passa a atuar em uma faixa mais ampla de velocidades (de 8 a 130 km/h) e habilita um recurso que reconhece diferenças de textura entre o pavimento e as áreas laterais à pista de rolagem para auxiliar na manutenção do veículo dentro da faixa.

A partir daí entram em ação sistemas como a própria frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa com correção ativa, função de manutenção de faixa em situações de perigo e alerta de ponto cego, todos apoiados por controles eletrônicos de estabilidade e tração e por 6 air bags de série.

O Sistema Easy Park é exclusivo da versão RS, auxiliando em vagas paralelas ou perpendiculares e assumindo o comando da direção enquanto o motorista controla apenas acelerador, freio e seleção de marcha. Modelo traz, ainda, piloto automático adaptativo (ACC), assistente de partida em aclive, câmera de alta resolução e sensores de estacionamento.

Motor 1.0 turbo de 3 cilindros gera 115 cv

No dia a dia, as retomadas e acelerações agradam bastante | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O motor 1.0 de 3 cilindros conta com turbo e injeção direta para gerar 115 cv de potência com álcool ou gasolina, ambos a 5.000 rpm. Já o torque alcança 18,9 kgfm com álcool e 18,3 kgfm com gasolina, ambos na faixa entre 1.800 rpm e 3.500 rpm. Ou seja: basta acelerar pouco para obter bom desempenho.

No dia a dia, as retomadas e acelerações agradam bastante, pois sobra força em qualquer faixa de rotação. Os 1.139 kg do veículo ajudam na relação peso/potência: a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 10 s, enquanto a velocidade máxima é limitada eletronicamente em 195 km/h.     

Além de aumentar o conforto, a transmissão automática de seis marchas é capaz de se adaptar ao estilo de condução. Em uma tocada mais calma, privilegia trocas suaves e rotações mais baixas, para diminuir o gasto com combustível. Sempre que se exige mais do acelerador, o câmbio retém marchas por mais tempo e reduz com agilidade para entregar mais desempenho. Há ainda o modo de seleção eletrônica de marchas para quem prefere assumir o controle em situações de Serra, por exemplo.

A suspensão tem um acerto que privilegia o conforto, sem prejudicar a estabilidade, que é muito boa em estradas cheias de curva.

Carro faz até 18 km/l na estrada

O sistema Stop/Start desliga automaticamente o motor em paradas de trânsito e o religa assim que o motorista aciona o acelerador, com funcionamento mais suave, e pode ser desativado pelo próprio condutor quando desejado, ajudando a diminuir o gasto de combustível e as emissões em uso urbano. Já o consumo pode chegar a 14,8 km/l com gasolina e 10,4 km/l de etanol em ciclo rodoviário, pelo Inmetro. Durante o teste, com gasolina o carro fez facilmente 15 km/l na estrada, chegando a ótimos 18 km/l. E isso andando normalmente a 80 km/h, sem cuidar muito da questão da economia. Ao longo de 385 km de testes, a média geral foi de 11,5 km/l (50% cidade e 50% estrada).

Correia do comando banhada em óleo

O motor do Sonic é da mesma família de Onix, Tracker e Montana e seu comando de válvulas é acionado pelo sistema de correia de borracha banhada a óleo, que deu alguns problemas de quebra prematura. A Chevrolet diz que desde 2025 utiliza novos materiais que tornam o componente mais resistente. A garantia é de 240 mil km ou 185 anos. Importante, porém, observar que todas as manutenções periódicas (a cada 10 mil km ou um ano) devem ser feitas nas concessionárias autorizadas.     

Resumo da Resenha

Tecnologia, amplo espaço interno, bom desempenho e economia de combustível são as principais qualidades do novo Chevrolet Sonic. São atributos que ajudam a destacar este lançamento em um segmento acirrado, que tem concorrentes de peso, como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian.

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