Jeep Renegade: versão híbrida é realmente mais econômica? Confira o teste

Versão Sahara T270 MHEV testada custa R$ 175,99 mil | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Sucesso de mercado, com mais de 700 mil unidades produzidas no Brasil desde 2015, o Jeep Renegade estreou, em março de 2026, a tão aguardada motorização híbrida, que melhora desempenho e consumo. O novo powertrain chegou com outras novidades importantes, como o cockpit reestilizado. Mas e quanto à economia, será que na prática realmente é maior em relação às versões não-híbridas? Confira essa e outras respostas nas Impressões do Dirigir da configuração Sahara.

Hoje a gama do Renegade é composta por 4 versões, duas puramente a combustão e duas híbridas, identificadas pela sigla MHEV: Altitude T270 (R$ 129,9 mil), Longitude T270 MHEV (R$ 158,69 mil), Sahara T270 MHEV (R$ 175,99 mil) e a topo de linha Willys T270 4×4 (R$ 189,49 mil). Esses preços são até R$ 18 mil mais baixos devido a um reposicionamento realizado na linha 2027. O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor branco Polar bicolor, o que destaca ainda mais a versão Sahara 2027.

Por dentro, são novos o novo multimídia, o painel de instrumentos digital e a manopla do câmbio | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Internamente, a configuração incorpora a repaginada realizada na gama do modelo. São novos o novo multimídia de 10,1” equipado com Adventure Intelligence e Alexa, o painel de instrumentos digital de 7”, manopla do câmbio e console central com saída de ar para os bancos traseiros. Destaque para a boa qualidade dos acabamentos, que no Renegade Sahara traz faixa de tecido no painel e laterais de portas. A parte superior do painel, porém, é em plástico seco. Bancos são revestidos em couro e tecido e o do motorista conta com regulagens elétricas (nessa configuração e também na Willys). O teto solar de grandes dimensões tem abertura e fechamento elétricos, melhorando a luminosidade interna e confere aquele charme extra para o carro. Externamente, são novas as rodas em liga-leve aro 18” calçadas com pneus 225/55.

Faixa central do painel é revestida em tecido, mas a parte superior é feita em plastico seco | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Sistemas de assistência ao motorista

Desde a versão de entrada, o Renegade traz, de série, 6 air bags e tecnologias de condução semiautônoma (Adas), como frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa, além de detector de fadiga. Faltou, porém, o Piloto Automático Adaptativo (ACC), pois a versão tem apenas o piloto automático tradicional.   

Dimensões

No porta-malas, cabem 385 litros de babagens | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O Renegade tem 4,27 m de comprimento, 2,56 m de entre-eixos, 1,80 m de largura e 1,71 m de altura. No porta-malas, cabem 385 litros, volume que aumenta para 1.448 litros com os bancos traseiros reclinados. Modelo pesa 1.531 kg. O ângulo de entrada totaliza 25,6° e, o de saída, 31,8°, facilitando em aventuras off-road leves, já que a versão puxa só nas rodas dianteiras – apenas a versão Willys atualmente tem tração 4×4.

Propulsor flex recebe ajuda de motor elétrico

Propulsor turbo flex T270 1.3 de 4 cilindros recebe a ajuda de um motor elétrico com 6,63 kgfm de torque | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O Sahara MHEV é um híbrido leve. Isso significa dizer, na prática, que o motor elétrico não move o carro sozinho, apenas ajuda o propulsor a combustão. E como não é plug-in, sua bateria se recarrega com o auxílio do motor a combustão, ao contrário de híbridos que precisam ser conectados a eletropontos.

No sistema híbrido da Stellantis, usado em outros modelos da Jeep e também da Fiat, o propulsor turbo flex T270 1.3 de 4 cilindros recebe a ajuda de um motor elétrico de 48V, alimentado por uma bateria de chumbo (12V/72Ah), que é recarregada pelo motor a combustão. Tudo é gerenciado eletronicamente, sem a intervenção do motorista. O desempenho é bom, mas essa força extra provavelmente só será percebida por quem tem um Renegade com motor T270 flex e fizer um test-drive na versão híbrida.  

O 1.3 turbo gera 176 cv a 5.750 rpm tanto com álcool quanto com gasolina. Já o torque é de 27,5 kgfm a 2.000 rpm com qualquer um dos combustíveis. A força extra proporcionada pelo elétrico totaliza 6,63 kgfm de torque em vários momentos, principalmente acelerações, melhorando o desempenho e reduzindo o turbo lag, aquela pequena demora que o turbo leva para entrar com força total. Com álcool ou gasolina, a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,9 s e a velocidade máxima é de 206 km/h.  

Conforme o Inmetro, o Sahara híbrido faz, com álcool, 8,3 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada, enquanto com gasolina os números chegam a 11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada. Interessante que o motor elétrico permite ao carro ser mais econômico na cidade do que na estrada quando abastecido com gasolina.      

Ao volante, o Renegade agrada pela ótima dirigibilidade, pelo desempenho e suspensão confortável. O câmbio automático de 6 marchas conta com borboletas atrás do volante (paddle shifts) para as trocas manuais.  

Os 2,56 m de entre-eixos garantem bom espaço para quem vai nos bancos traseiros | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Em relação à versão não-híbrida, economia é maior

Em relação à versão Altitude movida somente pelo motor turbo flex T270 1.3 de 4 cilindros, os números de desempenho do Sahara híbrido são praticamente os mesmos. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o Sahara leva 8,9 s e, a Altitude, 9 s. Já a velocidade máxima é a mesma tanto para a versão não-híbrida quanto para a híbrida: 206 km/h.  

Quando o assunto é o consumo, segundo o Inmetro, a Altitude faz, com álcool, 7,6 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada. Com gasolina, atinge 10,9 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. Nesse quesito, a versão híbrida leva vantagem pois, como já dito anteriormente, rende, com álcool, 8,3 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada, enquanto com gasolina os números chegam a 11,9 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada.      

Conforme a montadora, a atuação do motor elétrico gera uma economia de combustível de 7% no consumo urbano. Isso ficou comprovado na prática pois, com gasolina, o carro fez 12 km/l na cidade, chegando facilmente a 15 km/l na estrada, mais do que o oficial do Inmetro. Ao longo dos 458 km de teste, a média geral foi de bons 11 km/l, já que 30% desse total foi percorrido na cidade.   

Resumo da Resenha

Se por um lado o desempenho do Renegade Sahara híbrido é praticamente o mesmo da configuração Altitude movida apenas pelo motor flex, a configuração eletrificada leva boa vantagem na economia de combustível, que é 7% maior na cidade, segundo a montadora. Com gasolina, o Renegade consegue uma rara proeza, que é render mais na cidade do que na estrada: 11,9 km/l contra 11,8 km/l na rodovia. Por isso, para quem roda bastante na cidade, já vale a compra.  

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