
Visual ultramoderno: capota rígida é a cereja do bolo do Fiat Toro Ultra

Detalhes, há os detalhes… Mesmo os menores, são eles que mudam tudo. No caso do Fiat Toro Ultra, a capota rígida na cor da carroceria – chamada de Dynamic Bed Cover – confere uma personalidade ultramoderna à picape, com o perdão do trocadilho. Vista de trás, a topo de linha é muito distinta quando comparada às demais integrantes da família, equipadas com a tradicional capota de lona preta. As vantagens do Dynamic Bed Cover vão muito além do visual descolado: garante vedação em dias de chuva, menor nível de ruído e maior proteção contra a ação dos arrombadores de carros que atuam por aí.

Para transportar objetos ainda mais sensíveis, há a Cargo Bag, uma bolsa de bagagem exclusiva, que ainda serve para delimitar a caçamba, evitando que itens fiquem rolando de um lado para o outro. Esse item é de série na Ultra e, nos demais pacotes, é um opcional que custa R$ 706,31 (abertura lateral) e R$ 862,45 (abertura vertical). A capota rígida é um equipamento que está disponível apenas de fábrica na Ultra, não podendo ser adquirido separadamente e instalado posteriormente. Sua vadeação é boa, mas sempre pode melhorar: durante chuva torrencial, entrou um pouco de água na região próximo das lanternas traseiras. Mas vale ressaltar que foi um verdadeiro dilúvio registrado na capital gaúcha.

Na prática, capota rígida transforma a caçamba em um porta-malas gigante. São 937 litros, quase o dobro do que oferece o Fiat Cronos, com seus bons 525 litros. A capacidade de carga é de uma tonelada nas versões a diesel e, a de reboque, 400 kg. Pela primeira vez, nenhuma tralha ficou de fora na viagem de férias da família até um paraíso natural chamado Bombinhas, em Santa Catarina. No início do ano, já havia sido ótima a experiência a bordo da irmã menor Strada – que muitos confundiram com o Toro e que leva 844 litros. A vantagem do Toro está não apenas na caçamba maior, mas também no espaço interno mais amplo, principalmente para quem vai atrás. Na Strada, esse espaço é apenas razoável, enquanto no Toro é bom, equivalente ao de um sedã médio.

O mais interessante é que essa capota rígida vem de série no Toro Ultra, versão comercializada a R$ 212,99 mil, mesmo preço do também topo de linha Ranch, que no entanto traz a tradicional capota de lona. Como a linha da caçamba é bastante alta, a faixa de visão do retrovisor é um pouco menor na altura, bastante semelhante ao que ocorre no Fiat Fastabck.
Nova grade dianteira

Na linha 2024, Ultra e Ranch a nova grade receberam nova grade. O logo da Fiat e o filete vermelho caíram muito bem especialmente a este exemplar testado, na cor cinza Sting, uma tonalidade que lembra cimento. Também são novas as rodas exclusivas aro 17’’ que, na Ultra, são calçadas com os pneus Off-Road na medida 225/65. Luzes de direção full LED e DRL dão o toque extra de modernidade.

Já por dentro, a picape traz o carregador de celular sem fio (wireless charger), ar-condicionado digital dual zone com comando touch screen e a central multimídia de 10,1” vertical, em formato de um tablet. Os bancos em couro com ajuste elétrico têm costuras vermelhas.
Dirigibilidade e desempenho

Sob o capô, o Toro Ultra traz o valente 2.0 16V turbodiesel MultiJet II, que desenvolve 170 cv de potência a 3.750 rpm e 35,7 kgfm de torque a apenas 1.750 rpm. Ou seja: não é necessário pisar fundo para obter bom desempenho. Mesmo com a caçamba lotada de malas – malas pesadas, diga-se de passagem – e quatro pessoas a bordo, o Toro esbanjou desempenho nas acelerações e ultrapassagens. É preciso, inclusive, ficar sempre atento ao velocímetro para não levar multas. Dados da fábrica dão conta de que a Ultra faz de 0 a 100 km/h em 11,9 s e atinge 193,5 km/h de velocidade máxima.
Silencioso e suave, o 2.0 turbodiesel é acoplado ao eficiente câmbio automático tradicional com conversor de torque com nada menos que 9 marchas. Como o motor está sempre no regime ideal de funcionamento, a versão torna-se muito econômica. Conforme o Inmetro, o consumo na cidade é de 10,1 km/l e, na estrada, de 12,6 km/l. No dia a dia, porém, faz facilmente 18 km/l na rodovia, andando entre 80 km/h e 100 km/h. Na cidade, a média foi de 12 km/l. Ao longo dos 1.200 km rodados durante o teste, a média geral ficou em bons 11,6 km/l. Poderia ser ainda melhor se não fossem os quilométricos engarrafamentos para entrar e sair em Bombinhas: foram duas horas para percorrer apenas 10 km entre a BR-101 e a beira-mar. Uma estrada alternativa foi construída para desafogar o trânsito pelo Morro da Antena, mas até fevereiro ainda não havia sido asfaltada. Fica a expectativa de que esteja finalizada para o próximo veraneio.
Além da posição alta de guiar, o Toro conta com uma dirigibilidade que lembra mais um SUV do que uma picape, pois sua estrutura consiste em um monobloco, ao contrário das picapes médias, feitas sobre um chassi. O resultado são boas doses de conforto. Após 5 horas dirigindo o Toro, o nível de cansaço foi mínimo. A suspensão traseira multilink, juntamente com a tração 4×4, conferem estabilidade exemplar nas curvas. O baixo nível de ruídos a bordo do Toro é outro ponto positivo que merece ser destacado.
Dimensões

O tamanho da picape é um perfeito meio-termo entre as picapes compactas e as médias: 4,94 m de comprimento, 2,98 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,68 m de altura. A principal vantagem é na hora de estacionar, pois há mais vagas em que caberá. A direção com assistência elétrica torna as manobras uma moleza. Tanque de combustível tem 60 litros de capacidade.
Resumo da Resenha
Com sua tampa da caçamba feita na mesma cor da carroceria, o Fiat Toro Ultra é perfeito para quem está em busca do porta-malas fechado de um SUV, mas não abre mão de ter uma picape. Esse é um diferencial que une, com maestria, forma e função. Esta versão topo de linha, porém, bem que merecia um piloto automático adaptativo, o ACC.