Visual rebaixado, estilo e potência: confira o teste da Ford Maverick Lariat Black 2025

As principais mudanças estão na grade e nos faróis, agora em formato de C. Nesta versão, até o logo da Ford tem fundo preto | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O visual rebaixado, que sempre foi um dos grandes destaques da picape Maverick, agora é reforçado pelo novo design. Confira os pontos fortes e fracos – será que ela tem algum? – da versão Lariat Black, comercializada por R$ 219,9 mil.

O facelift da Maverick é recente, promovido em maio de 2025, e melhorou um produto que já era moderno. Se bem que, particularmente, eu já considerava o design anterior bastante acertado. As principais mudanças da linha 2025 estão na grade e nos faróis, agora em formato de C. Nesta versão Lariat Black, como o próprio nome sugere, diversos detalhes são em preto, como grade, rodas aro 17” (calçadas com pneus 225/65) e até o logo oval da Ford, que é tradicionalmente azul. Este exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor Branco Itaúnas, que na verdade está mais para um tom de bege.     

Picape tem 5,10 m de comprimento, 3,077 m de entre-eixos, 1,98 m de largura e 1,73 m de altura | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Por dentro, a picape ganha a nova central multimídia Sync 4 de 13,2” com conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, além de GPS embarcado. O painel de instrumentos também é digital e configurável de 8”. Modelo ainda traz carregador por indução, som premium B&O e atualizações over-the-air.

Espaçosa, a Maverick tem bancos em couro, mas só o do motorista tem regulagens elétricas, o do passageiro não. O que destoa em um veículo desta faixa de preço são os acabamentos em plástico no painel e portas. Materiais soft touch fazem falta na Maverick. Modelo também traz, de série, o teto solar elétrico, os retrovisores externos com aquecimento e agora também a capota marítima – antes vendida como opcional.

Maverick tem 5,10 m de comprimento, 3,077 m de entre-eixos, 1,98 m de largura e 1,73 m de altura | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

No quesito assistentes de condução, a Maverick dá show: vem com piloto automático adaptativo (ACC) com stop & go, assistente de manutenção e centralização em faixa, assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestre e ciclista (incluindo em marcha à ré), monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado e cobertura de reboque.

Traz, também, assistente de partida em rampa, controle automático de descidas, assistente de manobras evasivas, farol alto automático e sensor de chuva, assistente de reboque Pro Trailer e controle de oscilação de reboque. Na hora de estacionar, ajuda bastante a câmera 360° e os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. Modelo vem com 7 air bags.

Dimensões e capacidades

No interior, há vários porta-objetos, inclusive um debaixo do banco traseiro | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

A Maverick tem 5,10 m de comprimento, 3,077 m de entre-eixos, 1,98 m de largura e 1,73 m de altura. Como é uma picape baixa, tem maior tendência de raspar a parte inferior dianteira em rampas e entradas de garagem, exigindo maior atenção.  

Na caçamba, cabem 943 litros ou 618 kg de cargas (550 kg na Tremor). O formato da proteção do vidro traseiro cumpre a sua função sem atrapalhar o motorista, pois sobra uma área que permite observar adequadamente quem vem atrás. No interior, há vários porta-objetos, inclusive um debaixo do banco traseiro.  

Tanque de combustível tem capacidade para 62,4 litros. Versão Lariat Black pesa 1.759 kg, enquanto a Tremor totaliza 1.832 kg. Fabricada no México, a Maverick tem 3 anos de garantia.

Motor turbo a gasolina com 253 cv

O propulsor 2.0 EcoBoost de 4 cilindros gera 253 cv a 5.500 rpm e torque de 38,7 kgfm | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O 2.0 EcoBoost de 4 cilindros segue o mesmo, mas recebeu algumas melhorias, como novos componentes nos sistemas de ventilação do cárter, arrefecimento, temporização do eixo de comando, borboleta eletrônica, comando de válvulas variável, sensores, arquitetura do cabeçote e recirculação de gases de escapamento.

Dotado de turbo e injeção direta, esse propulsor também é usado no Ford Branco e funciona apenas com gasolina, gerando 253 cv a 5.500 rpm e torque de 38,7 kgfm a 3.000 rpm. O desempenho é bom, sobrando força em todos os regimes. Conforme a montadora, a Maverick Black acelera de 0 a 100 km/h em 8 s e atinge 180 km/h (velocidade máxima eletronicamente limitada).

A transmissão automática de 8 velocidades faz trocas suaves e, em velocidades de cruzeiro, mantém o motor em baixas rotações, contribuindo para o consumo. Durante o teste, na cidade o modelo fez 6 km/l e, na estrada, 13,5 km/l. Ao longo de 530 km, a média geral ficou em 8 km/l (50% estrada e 50% cidade), número apenas razoável.   

O seletor de marchas tem formato circular, assim como o saudoso Fusion.  Há 5 modos de condução: Normal, Eco, Esportivo, Escorregadio e Rebocar/Transportar. A Tremor, vendida por R$ 239,9 mil, adiciona um sexto modo: o Off-Road.  

Assim como no saudoso Fusion, botão circular para selecionar as funções do câmbio automático | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

A Maverick proporciona uma experiência de direção muito bacana, pois sua carroceria monobloco se comporta de maneira muito equilibrada, sem o balanço típico das picapes montadas sobre chassi, como a irmã Ranger.

A dirigibilidade é precisa e a estabilidade impressiona: é firme, mas sem ser desconfortável, equiparando-se a muitos carros esportivos. Fruto do centro de gravidade baixo, da tração nas 4 rodas (AWD) e da suspensão traseira multilink, muito mais moderna que o jurássico feixe de molas da maioria das picapes médias a diesel. Todas essas características permitem fazer curvas com muita segurança, sem sustos.

Resumo da Resenha

Estilosa, bem equipada, potente e estável, muito estável. Esses são os principais atributos da Ford Maverick Black. O excesso de plásticos no painel, porém, é o seu calcanhar de aquiles: um veículo de R$ 219,9 mil merece acabamentos agradáveis ao toque. É um detalhe que não desmerece o conjunto da obra, mas deveria receber mais atenção da montadora.