Up-grade visual e tecnológico: confira a avaliação do Chevrolet Spin Premier 2025

Novas lanternas e rodas em liga-leve, que na Premier são aro 16”, calçadas com pneus 205/60 | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Desde o fim da produção do Fiat Doblò, em 2021, o Chevrolet Spin estava praticamente sozinho no segmento de minivans com 7 lugares e preço na faixa de R$ 150 mil. Até que, no ano passado, ganhou a companhia do Citroën Aircross, o que não abalou sua liderança na categoria. E nem por isso a montadora deixou de modernizar o modelo, que há exatamente um ano, em março de 2024, recebia a sua mais recente reestilização visual, bem como up-grade tecnológico. Pena que não veio o tão esperado motor turbo. Diante disso, será que o Spin segue moderno? E como ficam desempenho e consumo? Confira as Impressões ao Dirigir.  

A versão enviada pela montadora para o tradicional teste de uma semana é a topo de linha Premier de 7 lugares, comercializada por R$ 154,99 mil. A configuração de 7 lugares também está disponível no pacote LTZ, por R$ 144,59 mil. Já a de 5 lugares é vendida por R$ 129,09 mil no pacote LT.

Do para-choques aos faróis e capô, tudo novo na frente do Chevrolet Spin | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O bisturi pegou valendo neste facelift: são novos os faróis, para-choque, grade e capô, que está mais elevado. As lanternas traseiras também têm novo desenho e, assim como os faróis dianteiros, agora são full LED.  Conforme a GM, para realizar essas mudanças 42% das peças estampadas da lataria foram retrabalhadas, o que inclui os reforços estruturais. O resultado é um Spin moderno – visualmente muito diferente da geração anterior. Completam o design as novas rodas em liga-leve aro 16”, calçadas com pneus 205/60.

Por dentro, o banho de loja foi igualmente significativo: o monovolume recebeu volante de base reta e o cluster do Tracker, que consiste em uma tela digital de 8’’. Outro monitor de 11’’ compõe o sistema multimídia MyLink de nova geração. Juntas, essas duas telas parecem formar um único painel digital de grandes dimensões. O Wi-Fi embarcado conta com antena amplificada com sinal de Internet 12 vezes mais estável e com capacidade de conexão para até 7 aparelhos simultâneos. O OnStar segue como importante diferencial, oferecendo inúmeros serviços de segurança, diagnósticos e telemetria.

As telas do cluster e do MyLink dão a impressão de formarem um único painel | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O painel foi redesenhado e conta com novos acabamentos. Esta versão topo de linha traz um filete de luz na lateral de cada porta dianteira, conferindo requinte ao modelo. À frente da manopla do câmbio há o nicho para o carregar o celular pelo sistema de indução. Os bancos têm acabamento em material sintético, com visual semelhante ao couro. Só faltou o apoio de braço central, muito útil em longas viagens.  

6 air bags de série para todas as versões

A linha 2025 também está mais segura, contando agora com 6 air bags para todas as versões. Já a topo de linha Premier traz assistentes semiautônomos de condução: alerta de colisão frontal com detector de pedestre e frenagem automática de emergência. Faltou, porém, o piloto automático adaptativo, o ACC. Também vem com alerta de ponto cego e o serviço de resposta automática em caso de acidente grave disponibilizado pelo OnStar.

Vida a bordo na versão de 7 lugares

Quando o Spin estiver levando 7 pessoas, sobrarão apenas 162 litros no bagageiro | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O crossover continua oferecendo  configurações de 7 e de 5 lugares, sempre com o recurso de trilhos corrediços para a segunda fileira de bancos, que permite uma melhor distribuição do espaço entre os passageiros ou para a acomodação de grandes bagagens.

Quando esta versão topo de linha Premier estiver transportando 7 pessoas, sobrarão apenas 162 litros no bagageiro. Ou seja: cada ocupante poderá levar apenas uma mochila pequena. Com a terceira fileira de bancos rebatida, o volume aumenta para 553 litros e, com a segunda fileira rebatida, sobe para 952 litros. A versão de 5 lugares transporta mais bagagens: 756 litros no porta-malas, volume que aumenta para 1.068 litros com a segunda fileira rebatida.  

Com a terceira fileira de bancos rebatida, o volume aumenta para 553 litros | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

A terceira fileira de bancos tem o poder de atrair a criançada, que disputa esses dois assentos tanto quanto guloseimas. Ainda bem que gostam, pois esses dois últimos bancos conferem um conforto apenas razoável para adultos. O espaço para os joelhos é bom, mas as pernas ficam em uma posição mais elevada. O acesso também exige um pouco de contorcionismo, o que, aliás, é um padrão na maioria dos veículos de 7 lugares. Além disso, apenas os passageiros da segunda fileira contam com saída de ar-condicionado.  

Já com a segunda fileira rebatida, volume do bagageiro sobe para ótimos 952 litros | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

De qualquer maneira, a versão de 7 lugares garante economia em relação à de 5 assentos, pois para transportar 7 pessoas geralmente são necessários dois carros. E dois carros significam duplo gasto com gasolina, pedágio e manutenção. Então, um pouco de aperto às vezes compensa no bolso.    

Dimensões

Tanto as versões de 5 quanto as de 7 lugares têm as mesmas dimensões externas: 4,42 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,70 m de altura e 2,62 m de entre-eixos. Versão topo de linha pesa 1.292 kg, 67 kg a mais que os 1.225 kg da versão de entrada LT com câmbio manual.   

Motor 1.8 segue o mesmo, gerando até 111 cv 

O 1.8 de 4 cilindros aspirado é confiável e tem manutenção barata | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O motor segue o mesmo: o veterano 1.8 Flex (geração SPE/4 ECO), gerando potência de 106 cv com gasolina e 111 cv com álcool a 5.200 rpm, bem como torque de 16,8 kgfm a 2.800 rpm com gasolina e 17,7 kgfm a 2.600 rpm com álcool.

Nesta nova geração, a engenharia da montadora recalibrou o propulsor e o câmbio automático tradicional com conversor de torque de 6 marchas. Conforme a montadora, as acelerações estão mais espertas: o tempo do 0 a 100 km/h ficou 1 s mais rápido, ocorrendo em 11 s com álcool e 11,8 s com gasolina. Já a velocidade máxima é de 170 km/h com qualquer um dos combustíveis.   

Câmbio automático tradicional com conversor de torque tem 6 marchas | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Se por um lado esse propulsor não entusiasma pela esportividade, também não decepciona no uso diário. Quando exigido ao máximo, como em subidas de Serra ou ultrapassagens, o câmbio baixa duas ou até 3 marchas e o motor ruge alto.

Ao volante, o crossover Spin continua oferecendo suspensão confortável e posição elevada dirigir, semelhante à de um SUV. Na subida da Serra Gaúcha, em direção a Gramado, a estabilidade de um carro alto como este surpreende positivamente até nas curvas mais fechadas.  

Tanto as versões de 5 quanto as de 7 lugares têm as mesmas dimensões externas: 4,42 m de comprimento, 1,77 m de largura e 1,70 m de altura | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Economia na cidade e na estrada

Conforme a montadora, o propulsor ficou 11% mais econômico devido à adoção de um novo módulo de gerenciamento eletrônico, com o dobro da capacidade de processamento – o mesmo utilizado pelo Tracker. De acordo com o Inmetro, o Spin é capaz de percorrer 13,4 km/l na estrada e 10,5 km/l na cidade (com gasolina). Se usar apenas etanol, as médias são de 9,3 km/l e 7,4 km/l, respectivamente.

O exemplar enviado pela montadora estava abastecido com gasolina. Na prática, foi possível atingir 15 km/l e até 17 km/l em trechos de estrada, ótimo número para um veículo deste porte e peso. Vale ressaltar, no entanto, que sempre estava apenas com o motorista a bordo. Na cidade, ficou dentro dos 10,5 km/l prometidos pela Inmetro.

Ah, se fosse o 1.2 turbo…

É claro que se a GM tivesse optado pelo 1.2 turbo de 3 cilindros que equipa Tracker e Montana, os resultados certamente seriam melhores. Afinal, esse propulsor gera 139 cv com gasolina e 141 cv com álcool, bem como torque de 22,4 kgfm e 22,9 kgfm, respectivamente. Na dupla Tracker e Montana, as respostas proporcionadas pelo 1.2 turbo são rápidas e esportivas, agradando em qualquer rotação. Lembrando, porém, que o Spin é um carro familiar e que a escolha pelo 1.8 aspirado, menos tecnológico e por isso mais barato, ajuda a equacionar os custos de produção. Além disso, uma pesquisa feita pela GM junto a proprietários reforça a predileção por esse motor 1.8 aspirado.

Resumo da Resenha

A atualização visual e tecnológica realizada em março de 2024 mantém o Chevrolet Spin como uma opção moderna no segmento. Se por um lado não recebeu o tão aguardado motor turbo, por outro segue com o 1.8 de 4 cilindros aspirado, que é bastante confiável e tem manutenção simples e barata. Outro detalhe importante sobre o Spin é a sua excelente aceitação pelo mercado, principalmente por taxistas e motoristas de aplicativo, o que se traduz em boa valorização e alta liquidez. São atributos que pesam a favor na hora da venda e em uma futura venda.

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