
Um SUV familiar com pegada esportiva: confira o teste do Jeep Commander Blackhawk 2.0 Hurricane

Um SUV para até 7 pessoas que, debaixo do capô, traz um motor turbo a gasolina com 272 cv de potência. O Jeep Commander Blackhawk 2.0 Hurricane mostra que um SUV com proposta familiar também pode ter pegada esportiva. Os números deixam isso muito claro: aceleração de 0 a 100 km/h em 7 s e velocidade máxima de 220 km/h. Confira as Impressões ao Dirigir da versão topo de linha, comercializada por R$ 329,89 mil.
O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor branco Polar com teto preto, tonalidade que acrescenta R$ 3 mil ao valor final. O modelo já incorpora as mudanças realizadas na linha 2026, lançada em agosto de 2025. São novos os faróis em LED, grade com as 7 fendas da Jeep e o para-choque. Já as lanternas traseiras ganharam iluminação em LED contínua. As rodas aro 19” na cor preta são igualmente novas, calçadas com pneus largos e de perfil baixo: 235/50. As pinças de freio vermelhas evidenciam a proposta esportiva.
Internamente, também há novidades. A Blackhawk, assim como a Overland, ganha câmera 360°, que aumenta a segurança em manobras, facilitando também no uso off-road ao permitir visualizar obstáculos nas trilhas. Já o botão circular “rotary shifter” substitui a alavanca tradicional de câmbio, mas só nesta versão e na Overland turbodiesel. Além de ter visual mais moderno, libera espaço no console central.

O cockpit se destaca pela tecnologia, especialmente pelo quadro de instrumentos digital de 10,25” personalizável e pela central multimídia de 10,1” com Alexa integrada, permitindo consultar diversas funções do veículo por meio de comando de voz. O modelo também oferece Wi-Fi Hotspot gratuito por 12 meses. Além disso, nas versões a partir da Limited, segue equipado com o sistema Adventure Intelligence Plus, que permite, entre diversas funções, o monitoramento em tempo real do veículo.
Internamente, salta aos olhos o acabamento luxuoso, digno de carros importados de maior valor. A parte superior do painel é composta por material emborrachado e a faixa central é feita em suede, mesmo material presente nas forrações de portas. Abaixo dessa faixa central, um aplique imitando madeira confere um toque de sofisticação. Os bancos exclusivos são revestidos com couro e suede. Tanto o assento do motorista quanto o do passageiro contam com ajustes elétricos. O teto solar elétrico e panorâmico Command View garante ótima luminosidade a bordo e aquele charme extra ao visual. Sistema de som Premium Harman-Kardon de 450W tem 9 alto-falantes e um subwoofer.
Pacote completo de sistemas de auxílio à condução
Todas as versões do Commander seguem equipadas com tecnologia de direção autônoma Adas de nível 2, pacote, que inclui Piloto Automático Adaptativo, Alerta de Colisão com Frenagem Automática, Detecção de Ponto Cego e de Tráfego Cruzado, Alerta de Mudança de Faixa, Frenagem de Emergência para Pedestres, Ciclistas ou Motociclistas, Detector de Fadiga do Motorista, Reconhecimento de Placas de Velocidade, Comutação Automática de Faróis e Detecção de Mãos Fora do Volante. Sete air bags completam o pacote de segurança.
Bom espaço a bordo

O amplo espaço a bordo atende perfeitamente as famílias. Modelo tem 4,76 m de comprimento, 2,79 m de entre-eixos, 2,02 m de altura e 1,86 m de largura. Já a altura em relação ao solo é de 20,2 cm, enquanto o ângulo de entrada é de 22,4° e, o de saída, de 25,4°. Modelo tem tanque de combustível com 61 litros de capacidade, pesando 1.886 kg.

Vale lembrar que todas as versões do Commander são de 7 lugares. Nas duas últimas fileiras, o espaço é apenas adequado para adultos, tornando-se mais indicado para crianças que, aliás, fazem a festa. Falta, no entanto, uma saída de ar-condicionado específica, pois apenas os passageiros da segunda fileira têm essa comodidade. Com 7 pessoas a bordo, o volume do porta-malas é de apenas 233 litros, comportando somente malas pequenas e mochilas. Com 5 passageiros e terceira fileira de assentos reclinada, o volume aumenta para 661 litros. Se a terceira e segunda fileiras forem reclinadas, o Commander se transforma quase em uma Fiorino, levando 1.760 litros.

O sistema de abertura e fechamento elétrico da tampa do porta-malas é bastante útil no dia a dia, podendo ser acionado pela chave ou por um botão na lateral interna do bagageiro.
Motor Hurricane garante boa performance
Com o motor Hurricane 2.0 de 4 cilindros é o grande diferencial da versão Blackhawk. Trata-se do mesmo propulsor que equipa a Rampage R/T. Além de turbo, conta com injeção direta de combustível, funcionando apenas com gasolina.

Os 272 cv de potência chegam em 5.200 rpm, enquanto o torque máximo de 40,8 kgfm está disponível bem antes, a 3.000 rpm. Ou seja: não é preciso pisar muito para o carro acelerar rápido. Em conjunto com o câmbio automático tradicional de 9 marchas, esse motor garante um desempenho esportivo ao Commander. A tração 4×4 Jeep Active Drive Low conta com reduzida, acionada por um botão. Há 3 modos de condução: Sand/mud, Snow e Auto.

Um som grave sai do duplo escape cada vez que o motorista acelera mais forte, evidenciando toda a cavalaria. Os 7 s para ir da imobilidade até os 100 km/h e a máxima de 220 km/h são muito superiores às demais versões. A Overland equipada com motor T270 1.3 de 4 cilindros (176 cv e 27,5 kgfm com gasolina ou álcool) precisa de 10,6 s para atingir os 100 km/h e chega a 198 km/h. Já Overland com o turbodiesel 2.2 de 4 cilindros (200 cv e 45,87 kgfm) acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s e atinge 205 km/h.
Ao volante, o posto de pilotagem elevado e a direção elétrica facilitam a vida do motorista. A suspensão independente nas 4 rodas garante ótima aderência nas curvas. Apesar da calibragem mais firme, ainda assim entrega bons níveis de conforto.
Resumo da Resenha
O acabamento luxuoso, a capacidade para levar 7 pessoas e o bom desempenho do motor Hurricane 4 são os grandes destaques da versão Blackhawk. Mas essa esportividade cobra seu preço no consumo: 8 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada, conforme o Inmetro. Durante o teste, na prática modelo fez menos do que o prometido na cidade: 6 km/l. Na estrada, em compensação, fez mais: 13 km/l na estrada.
