
(R)evolução visual e tecnológica: confira desempenho, equipamentos e tudo o que mudou na nova Chevrolet S10 High Country

Design inspirado nos carros da Chevrolet, novo cockpit, motor mais potente e câmbio com maior número de marchas, que usa inteligência artificial para se adequar ao modo de dirigir do motorista. Já estava mais do que na hora da S10 mudar, pois a fila anda e as concorrentes também evoluíram. Lançada em abril de 2024, a nova geração mudou para valer, modernizando a picape média. Chegou a hora de conferir os pontos fortes e fracos da linha 2025 nas Impressões ao Dirigir.

A versão enviada pela montadora para o tradicional teste de uma semana é a High Country, comercializada por R$ 323,49 mil. A família de cabine dupla também é composta pela Z71 (R$ 309,69 mil) e pela S10 100 Anos (R$ 325,69 mil). À primeira vista, chama muito atenção o novo visual frontal, inspirado nos carros da marca, como o elétrico Blazer EV RS. Nas ruas, os olhares se voltam para o modelo, que recebeu novo para-choque, grade e faróis (agora full LED). Atrás, são novas as lanternas em LED e a tampa da caçamba. Esta versão High Country vem com um santo-antônio envolvente na cor da carroceria e também uma capota marítima feita em plástico rígido que, além de proteger a bagagem da chuva, ainda confere um acabamento bastante estiloso. As rodas raiadas aro 18” são igualmente novas, calçadas com pneus 265/60.

O interior da picape, onde mais ficava evidente a sua idade, passou por mudanças profundas: ganhou novo volante – idêntico ao da irmã maior Silverado, com regulagem de altura e agora de distância –, manopla de câmbio, painel e acabamentos caprichados, macios ao toque. Também são novos o painel de instrumentos digital e configurável de 8” e a central multimídia MyLink de 11”, formando um conjunto semelhante aos carros de passeio da marca. À esquerda da tela multimídia está o botão de volume, que também pode ser alterado pelo volante, e abaixo está o botão que liga e desliga o motor. Esse botão fazia muito mais sentido no local anterior, próximo do lado esquerdo do volante, onde tradicionalmente era inserida a chave.

Abaixo da multimídia, receberam novo design as teclas que comandam o sistema de ventilação e que desabilitam aviso de saída de faixa e controles de tração e estabilidade. O botão circular que seleciona os modos de tração 4×4/reduzida e que ficava próximo à manopla do câmbio foi deslocado para o lado esquerdo do volante, em local que dificulta a visualização pelo motorista, pois acaba parcialmente encoberto pelos aros da direção.
Os bancos dianteiros ficaram mais largos e ganharam nova densidade, aumentando o conforto. Porém, apenas o assento do motorista tem ajustes elétricos, pois o do caroneiro não.
Novos equipamentos e tecnologias
A nova geração vem bem recheada de equipamentos de assistência à condução, ganhando alertas de tráfego cruzado traseiro e de ponto cego e farol alto automático. Esses itens se somam ao leque disponibilizado ainda na geração anterior, como alerta de colisão com frenagem automática de emergência e alerta de saída de faixa, controle eletrônico de oscilação de reboque, partida remota, acendimento automático dos faróis, câmera de ré de alta definição, ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste elétrico e sensor de chuva. Pena que a nova S10 não conta com o piloto automático adaptativo (ACC).
Novo motor tem 7 cv extras e o câmbio, duas marchas a mais

Sob o capô, está o motor Duramax 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, que desenvolve 207 cv de potência e 52 kgfm de torque. A geração anterior era equipada com um turbodiesel de 4 cilindros 2.8 que gera 200 cv de potência e 51 kgfm de torque. Com isso, a aceleração de 0 a 100 km/h agora leva apenas 9,4 s, enquanto a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 180 km/h, conforme a Chevrolet. Nas versões de trabalho, com câmbio manual de 6 marchas, o torque é menor, de 46,9 kgfm a 2.000 rpm.
Ao volante, as evoluções são notáveis. A picape está visivelmente mais ágil, não apenas por conta dos 7 cv extras e de 1 kgfm a mais de torque, mas pela nova transmissão automática, agora com 8 velocidades, contra 6 da geração anterior.
Mesmo acelerando pouco, a picape ganha velocidade rapidamente. Os 207 cv chegam a 3.200 rpm, mas o torque máximo de 52 kgfm já está disponível em 2.000 rpm. Pisando um pouco mais forte, a S10 canta pneu na largada mesmo com os controles de tração e estabilidade ligados.

Ao volante, a picape proporciona ótima dirigibilidade e uma direção suave, graças ao sistema de assistência elétrica. Recalibrada, a suspensão segue entregando bons níveis de conforto e pouca oscilação, apesar do sistema traseiro composto por feixe de molas.
Vale destacar o silêncio a bordo, resultado da instalação de novas placas acústicas nas portas, nas colunas, no teto e na parede corta-fogo. Em velocidades de cruzeiro, praticamente não se ouve o som do propulsor, que nem de longe lembra os antigos motores turbodiesel dos anos 80 e 90.
Consumo 13% melhor
De acordo com o Inmetro, a nova S10 automática a diesel percorre 11,4 km/l na estrada e 9,5 km/l na cidade, médias até 13% melhores que a geração anterior. Durante o teste, o modelo fez até 11,5 km/l na estrada. Ao longo de 724,1 km percorridos, a média geral ficou em 9,6 km/l (50% estrada e 50% cidade).
Dimensões e capacidades

A nova S10 tem 5,34 m de comprimento, 3,09 m de entre-eixos, 1,87 m de largura (2,13 m quando considerados os espelhos) e 1,84 m de altura. No tanque de combustível cabem 76 litros e, no reservatório de Arla 32, um total de 22,5 litros. Versão High Country pesa 2.150 kg.
A caçamba comporta 1.061 litros de cargas ou 1.000 kg de peso. Já a capacidade de reboque da nova S10 totaliza 2.850 kg. Fabricada no complexo industrial da GM em São José dos Campos (SP), a picape agora tem 5 anos de garantia.
Resumo da Resenha
A repaginada na S10 foi digna da trajetória de sucesso iniciada pelo modelo há exatamente 30 anos, em 1995. Design, conforto e tecnologia são destaques da nova geração. Pena que neste up-grade ficou de fora o piloto automático adaptativo (ACC), item indispensável em um veículo de R$ 323,49 mil.
