Parceria entre empresa brasileira e chinesa dá origem à montadora Caoa Changan

Durante o Salão do Automóvel, foi apresentada a linha AVATR, marca premium desenvolvida por Changan e Huawei | Foto: Divulgação

O surgimento de uma nova montadora foi oficializado durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2025: a Caoa Changan. De um lado está a Caoa, conglomerado automotivos brasileiro com cerca de 12.000 colaboradores e mais de 3 milhões de veículos vendidos. Do outro, a Changan, uma das maiores e mais tradicionais montadoras da China, que produz anualmente mais de 2,3 milhões de veículos, possui centros de pesquisa na China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos e conta com mais de 20.000 engenheiros dedicados exclusivamente à inovação.

A Caoa utiliza ainda de seu ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões, anunciado ao final de 2023, para manter seu constante processo de modernização e crescimento estruturado no polo industrial de Anápolis (GO). A planta será preparada para operar nos padrões mais avançados da indústria global: manufatura 4.0, linhas flexíveis, células produtivas inteligentes, rastreabilidade digital e processos de baixa emissão de carbono. “A Caoa Changan marca o início de um novo capítulo para o setor automotivo brasileiro. Um capítulo em que inovação, escala e competitividade se unem, abrindo espaço para uma era em que o País não apenas acompanha o futuro — mas participa da sua construção “, explicou o presidente da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho.

Essa base industrial permitirá a chegada ao Brasil de veículos de última geração, de maneira inédita nos últimos 5 anos. A Caoa Changan atuará com um portfólio amplo, que vai de SUVs e crossovers eletrificados de alta eficiência à linha AVATR, marca premium desenvolvida por Changan e Huawei, referência internacional em luxo elétrico, inteligência artificial e experiência digital, que será a primeira a desembarcar no País.

Mas o projeto vai além da produção e da oferta de veículos. A Caoa Changan nasce com a ambição de construir um ecossistema completo de mobilidade sustentável no Brasil. Isso inclui programas de economia circular, utilização intensiva de energias renováveis e um plano consistente de redução da pegada de carbono na cadeia produtiva. O escopo também contempla a integração entre veículos, nuvem, robótica e sistemas urbanos inteligentes, abrindo caminho para plataformas conectadas e soluções de mobilidade totalmente novas no País.