
Honda City sedã 2026: confira os pontos fortes e fracos da versão EX

A recentemente reestilização promovida pela Honda deixou a linha City mais moderna. Pensada para as famílias, a versão sedã tem o porta-malas de 519 litros como um dos principais atributos. Confira consumo, desempenho e equipamentos do modelo nas Impressões ao Dirigir.
O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana foi da versão intermediária EX, comercializada por R$ 135 mil. Abaixo, está a configuração de entrada LX, por R$ 117,5 mil. Acima, estão a EXL (R$ 142,3 mil) e a topo de linha Touring (R$ 150,8 mil). A cor cinza Basalto metálico confere um ar elegante ao modelo. Na traseira, as lanternas “à lá BMW” dão um toque de esportividade. O leve facelift foi realizado em novembro de 2024 e alterou o design do para-choque e da grade, que segue com acabamento cromado na parte superior. Calçadas com pneus 185/55, as rodas aro 16” também são novas.

Modelo também ganhou novos equipamentos. O freio de estacionamento eletrônico (EPB) é acionado por um botão e eliminou a alavanca de freio de mão, liberando espaço no console centralpara o Wireless Charger, carregador sem-fio para smartphones.
A central multimídia foi aperfeiçoada, trazendo tela LCD com melhor definição das imagens. A câmera de ré, que equipa todas as versões do sedã, também evoluiu e agora oferece imagens com melhor resolução. A EX, porém, não dispõe de LaneWatch, sistema que exibe no multimídia as imagens captadas pela câmera do lado do caroneiro para evitar acidentes no ponto cego. Esse equipamento está disponível apenas a partir da EXL.
Desde a EX, porém, o modelo traz quadro de instrumentos com tela TFT de 4,2” colorida – na EXL e na Touring, a tela TFT é de 7”, multiconfigurável.
Bancos em tecido e amplo espaço interno

Os bancos em tecido são um indicativo claro de que se está a bordo de uma versão mais espartana do City. A padronagem, no entanto, é moderna e de bom gosto. Uma grande vantagem em relação aos bancos em couro é que os de tecido esquentam muito menos no verão.
O volante da versão também não conta com revestimento em couro e há excesso de plásticos secos, presentes no painel e revestimentos de portas. O espaço para quem vai atrás é amplo e os passageiros têm, inclusive, uma saída específica de ar-condicionado. Modelo tem 4,57 m de comprimento, 2,60 m de entre-eixos, 1,75 m de largura e 1,48 m de altura. Importante ressaltar que todas as versões do City sedã não dispõem do Magic Seat, sistema que permite levantar os bancos para transportar volumes mais altos e está disponível apenas no hatch.
Uma curiosidade: o City EX sedã custa apenas R$ 1 mil a mais que o City hatch EX, vendido por R$ 134 mil. Ou seja: por R$ 1 mil a mais, o comprador leva para a garagem um porta-malas com quase o dobro de capacidade (519 litros contra 268 litros do hatch).

Honda Sensing estendido às versões EX e EXL
Desde a linha 2025, o Honda Sensing – que antes era exclusivo das versões Touring – foi estendido às configurações EX e EXL, recebendo o reforço do LSF (Low Speed Follow), que se soma ao Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC).
Todas as versões do sedã e do hatch vêm de fábrica com 6 air bags e estrutura de carroceria ACE – Advanced Compatibility Engineering, que distribui uniformemente a energia de eventuais colisões para proteger os passageiros.
Configuração também traz freio a disco na traseira, ar-condicionado digital com ajuste automático de temperatura e duas portas USB Tipo C na traseira.
Motor 1.5 rende 126 cv

O motor que equipa todas as versões de sedã e hatch permanece o quatro cilindros em linha de 1.5 litro, flex, com cabeçote, bloco e cárter de alumínio, injeção direta e duplo comando no cabeçote.
O sistema i-VTEC altera a amplitude e duração da abertura das válvulas de admissão e o sistema VTC – Variable Timing Control avança ou retarda a sincronia do comando de admissão. A potência máxima é de 126 cv a 6.200 rpm, seja com etanol ou com gasolina. O torque máximo é de 15,8 kgfm a 4.600 rpm (etanol) e 15,5 kgfm a 4.600 rpm (gasolina). A Honda não divulga dados de aceleração e velocidade máxima.
Se por um lado o motor não empolga pelo desempenho, por outro dá conta do recado para movimentar os 1.170 kg do carro.
O câmbio CVT oferece os sistemas Step-shift e EDDB (Early Down-shift During Braking). O primeiro é voltado para condução esportiva e simula trocas de marcha em pontos fixos quando o acelerador é pressionado de forma intensa. Já o EDDB age em declives, aplicando freio-motor quando detecta a ação do condutor no pedal do freio, trazendo mais segurança e menor desgaste do sistema de freio.
Ao volante, o modelo entrega boa dirigibilidade. Suspensão tem ótimo equilíbrio entre conforto e estabilidade. Sistema traseiro conta com eixo de torção.
Consumo: até 22 km/l durante o teste
O City sedã promete, com gasolina, consumo de 12,8 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada, conforme o Inmetro. Com álcool, é de 9,3 km/l na cidade e 10,4 km/l na rodovia.
Abastecido com gasolina, e exemplar fez 12,4 km/l na cidade e 20,3 km/l na estrada, chegando em alguns trechos a incríveis 22 km/l. É um consumo que lembra bastante carro híbrido. Ao longo de 480 km rodados ao longo de uma semana, a média geral ficou em ótimos 13,9 km/l (50% estrada e 50% cidade). Esse consumo foi ainda menor do que o City hatch testado, em parte pela melhor fluidez aerodinâmica do sedã.

Resumo da Resenha
Moderno e estiloso, o City tem amplo espaço interno e porta-malas com ótimos 519 litros. A falta de esportividade no desempenho recompensa o proprietário com muita economia, fazendo até 22 km/l na estrada com gasolina. Versão EX foca no custo-benefício, mas nem por isso deixa de fora a segurança, trazendo de série 6 air bags, carroceria com deformação programada e piloto automático adaptativo (ACC).
