Frontier Attack 2025: confira desempenho e equipamentos dessa estilosa versão intermediária

Na linha 2025, versão ganhou molduras pretas nos quatro para-lamas e para-choque traseiro preto | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Uma versão intermediária que é cheia de personalidade. A Frontier Attack agrada em cheio pelo visual descolado. Comercializada por R$ 270,59 mil, seu preço fica no meio do caminho entre a configuração de entrada S manual (R$ 246,49 mil) e as duas topo de linha Platinum e Pro-4X (R$ 312,59 mil). Confira os seus pontos fortes e fracos nas Impressões ao Dirigir.    

O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor preto premium. Muito bonito mas, particularmente, considero que o vermelho Alert e o cinza Grafite valorizam mais essa versão. Na linha 2025 – lançada em junho de 2024 –, a Attack recebeu leves mudanças visuais, que aliás lhe caíram muito bem: molduras pretas nos quatro para-lamas, para-choque traseiro preto e para-choque dianteiro na cor da carroceria com aplique preto. Também são novos os grafismos dos adesivos no capô e nas laterais. As rodas em liga-leve aro 17” são igualmente pintadas em preto, calçadas com pneus 255/65. Estribo lateral e barra de teto também são de série.

No cockpit, bancos em couro e bastante plástico nos acabamentos | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Internamente, os bancos não são em couro, e sim em tecido, mas têm uma bela padronagem. Design do cockpit segue moderno, porém o painel é formado basicamente por plástico. Bem diferente do cockpit do sedã Nissan Sentra, que é cheio de materiais agradáveis ao toque. O volante multifuncional tem regulagem apenas de altura, e não de profundidade.

Entre os equipamentos, destaque para piloto automático tradicional, direção hidráulica, câmera de ré, painel de instrumentos multifuncional de 7”, multimídia de 8” com AndroidAuto e Apple CarPlay, saídas de ar para os bancos traseiros e acendimento inteligente dos faróis.

Quanto à segurança, vem com 6 air bags, controle automático de descida (HDC), sistema de auxílio de partida em rampa (HSA) e monitoramento da pressão dos pneus (TPMS). Faz falta o automatizador para abertura e fechamento dos vidros, vendido por R$ 677,00, valor que não inclui mão de obra. Fazem falta sistemas de assistência à condução, presentes apenas nas versões topo de linha.

Dimensões e capacidades

Na caçamba, cabem 1.054 litros de bagagens e a capacidade de carga é de 1.027 kg | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Na caçamba, cabem 1.054 litros de bagagens e a capacidade de carga é de 1.027 kg, enquanto a de reboque totaliza 2.885 kg. A versão pesa 2.203 kg. A tampa da caçamba tem um sistema que alivia o peso na abertura e no fechamento. A Frontier tem 5,26 m de comprimento, 1,85 m de largura e 1,83 m de altura. O entre-eixos de 3,15 m garante bom espaço para as pernas de quem viaja atrás.

No churrasco de domingo em Canela (RS), foi possível levar “metade da casa” junto | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Fazem muita falta dois itens que são vendidos como acessórios: protetor de caçamba (R$ 1.502,00) e capota marítima (R$ 1.597,44). O protetor evita que a pintura da caçamba arranhe. Como eu não tenho coragem de danificar pintura alguma, forrei o assoalho com papelão antes de colocar todas as parafernálias que um churrasco com a família no Sesi de Canela (RS). E sem a capota marítima, as bagagens ficam expostas à chuva e à sujeira durante uma viagem. O jeito foi usar cordas para que nada saísse voando ao passar por alguma elevação no asfalto.   

Motor biturbo de 190 cv

Força máxima já está à disposição do condutor em um regime bem baixo, a apenas 1.500 rpm | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O motor 2.3 16 válvulas de quatro cilindros tem duas turbinas. São 190 cv de potência a 3.750 rpm, bem como torque de 45,9 kgfm já em 1.500 rpm. Ou seja: a força máxima já está à disposição do condutor em um regime bem baixo, com uma leve pisada de acelerador.

O desempenho agrada, garantindo boas acelerações e retomadas. O câmbio automático tradicional com conversor de torque tem 7 marchas e é muito competente, permitindo trocas sequenciais pela alavanca. No painel, um botão circular permite selecionar os modos de tração: 4×2, 4x4H (alta) e 4×4 reduzida. O interessante é que dá para passar de 4×2 para a 4×4 alta em velocidades de até 70 km/h, o que aumenta a segurança ao ingressar em uma estrada de chão ou sempre que começar a chover forte no asfalto, por exemplo. Próximo à manopla do câmbio, o botão do Drive Mode permite selecionar entre diversos modos: Tow (para carga máxima ou com reboque engatado), Sport (melhora a performance) e Standard (padrão). O modo off-road não está disponível nessa versão.   

Todas as versões vêm de fábrica com Bloqueio de diferencial eletrônico (ABLS). O ângulo de ataque é de 31,4° e, o de saída, 25,8°.    

Na Attack, esse powertrain promete 9,1 km/l na cidade e 11 km/l na estrada, conforme o Inmetro. Durante o teste, porém, o modelo fez até 12,4 km/l na rodovia, um ótimo número para um veículo deste porte e peso. Como o tanque de combustível tem 73 litros de capacidade, em tese é possível rodar pelo menos 700 km sem reabastecer. 

Suspensão lembra um carro de passeio

Também são novos os grafismos dos adesivos no capô e nas laterais | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Basta uma volta rápida na Frontier para se apaixonar pelo seu conforto. O seu grande segredo está na suspensão traseira, que é multilink, ao contrário do jurássico feixe de molas utilizado pelas concorrentes. O resultado é um comportamento que lembra um carro de passeio. Na sinuosa RS-115 – que leva a Gramado e a Canela –, a estabilidade impressiona mesmo nas curvas mais fechadas. Nesse item, a Frontier está além-mar de suas concorrentes.     

­­Resumo da Resenha

A versão Attack agrada pelo bom nível de equipamentos. É perfeita para quem não faz questão de sistemas semiautônomos ou luxos como bancos em couro, mas não abre mão de rodas em liga-leve e câmbio automático. A suspensão multilink garante o melhor conforto ao rodar entre todas as concorrentes. Um rápido test-drive já serve para comprovar isso.