
Ford Territory 2026: renovação visual moderniza o SUV médio
O Ford Territory ganhou um significativo banho de loja na linha 2026. Além das mudanças visuais, agregou equipamentos e, de quebra, manteve o mesmo preço: a versão única comercializada no Brasil, a topo de linha Titanium, segue custando R$ 215 mil. Confira o teste do modelo – que é o mais barato da Ford hoje vendido no Brasil – nas Impressões ao Dirigir.

A nova geração foi lançada no Brasil em agosto de 2025, logo após a sua estreia mundial, e segue sendo fabricada na China. Na frente, as mudanças na grade e nos faróis full LED em formato de L transformaram significativamente o visual do carro. Atrás, as lanternas continuam com o mesmo formato. As rodas em liga-leve aro 19” também seguem as mesmas, calçadas com pneus 235/50.
O exemplar enviado pela montadora para o tradicional teste de uma semana é na cor branco Bariloche, que valoriza bastante as linhas deste SUV. O interior traz bom nível tecnológico e acabamentos caprichados, com destaque para as faixas marrons nas laterais dos bancos e das portas. Os assentos dianteiros contam com ajustes elétricos, aquecimento e resfriamento. O teto solar elétrico contribui para a boa luminosidade interna e o requinte visual. Luzes ambiente reforçam o aspecto premium durante a noite.

Tanto o painel digital quanto a central multimídia – ambos de 12,3” – ganharam novos grafismos e softwares, ajustados especialmente para as preferências do consumidor brasileiro, com respostas rápidas e intuitivas. Além de conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay e um novo sistema de áudio com efeito 3D, SUV traz carregador por indução, três portas USB-C, uma porta USB-A e tomada de 12 V.
Porte imponente

Nesta nova geração, o carro ficou 5,5 cm mais comprido, totalizando 4,68 m. Já o entre-eixos totaliza 2,73 m, a largura 1,93 m e, a altura, 1,71 m. Essas dimensões garantem bom espaço para os ocupantes que vão na frente e atrás. Impressiona também a ótima largura interna, que aumenta o conforto de pessoas mais “corpulentas”. Modelo pesa 1.705 kg.

O porta-malas tem capacidade para 448 litros, volume que aumenta para 1.422 litros quando os bancos traseiros são rebatidos. O sistema de abertura e fechamento da tampa do bagageiro é elétrico, acionado por sensores instalados junto ao para-choque traseiro. Quando o motorista estiver carregando compras de mercado, por exemplo, basta movimentar o pé lateralmente para acionar o tampão. O sistema antiesmagamento evita acidentes.
Bom nível de assistentes de condução

Modelo traz bom leque de assistentes de condução: controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com Stop & Go, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência e centralização em faixa, monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado e sensor de estacionamento dianteiro e traseiro.
Conta, ainda, com câmera 360°, assistente de partida em rampa, assistente de descida, controle de estabilidade e tração, monitoramento de pressão dos pneus e farol alto automático. Quanto à segurança passiva, traz 6 air bags com detecção inteligente de ocupantes.
Motor gera 169 cv

O motor não mudou em relação à geração anterior: o 1.5 EcoBoost de 4 cilindros funciona apenas com gasolina e conta com turbo, injeção direta e comando variável. A potência de 169 cv está disponível a 5.500 rpm, enquanto o torque de 25,51 kgfm (250 Nm) chega bem cedo, em apenas 1.500 rpm, e segue até 3.500 rpm. Esse propulsor dá na medida para o SUV. Não sobra esportividade como no Ford Bronco, com seu 2.0 EcoBoost de 4 cilindros (253 cv e 38,7 kgfm), mas também não falta fôlego. O Territory acelera de 0 a 100 km/h em 10,3 s e atinge 180 km/h (velocidade máxima eletronicamente limitada).
A transmissão DCT automática de dupla embreagem banhada a óleo tem 7 velocidades e 4 modos de condução: Normal, Eco, Trilha e Esportivo. O seletor de marchas tem formato circular e é bastante prático de usar. O freio de estacionamento é eletrônico e a função auto-hold alivia a transmissão em engarrafamentos, interrompendo a leve aceleração para frente que é comum nos automáticos.
O Territory conta com o sistema start-stop, que desliga e religa o propulsor em situações como sinaleiras e congestionamentos. O consumo prometido de gasolina é de 8,8 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada, conforme a Ford. Durante o teste, o modelo surpreendeu e fez muito mais que isso: ótimos 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada. A transmissão de 7 marchas tem papel fundamental para essa economia, pois mantém os giros do motor sempre baixos. Por exemplo: andando a 110 km/h na free-way (BR-290, a autoestrada gaúcha), o propulsor trabalha a apenas 2.100 rpm. O tanque tem capacidade para 60 litros de combustível.
Ao volante, o SUV oferece elevado nível de silêncio a bordo, boa dirigibilidade e suspensão confortável. O Territory é ótimo na cidade e ainda melhor em viagens longas, garantindo bom nível de conforto. A estabilidade nas curvas é elevada graças ao conjunto de suspensão independente (MacPherson na dianteira e multilink na traseira), especialmente calibrado para as condições brasileiras, garante a Ford.
Resumo da Resenha
O estilo moderno, o bom nível de tecnologia, o amplo espaço interno e o luxo dos acabamentos são os principais pontos fortes do Territory. O fato de ser fabricado na China não é um demérito, pois traz a reconhecida qualidade de construção da Ford. Dessa forma, o conjunto da obra dá ao carro boas condições de enfrentar dois fortes concorrentes: o líder de mercado Jeep Compass (preços que vão de R$ 174,99 mil a R$ 274,29 mil) e o Toyota Corolla Cross (R$ 190,49 mil a R$ 219,89 mil). Pena o Territory não ter uma opção de powertrain híbrido.
