Fiat Toro 2026: novo design e desempenho vitaminado com o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv

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Ao completar 10 anos de mercado e 600 mil unidades produzidas, o Fiat Toro recebe um facelift e novos equipamentos. Outra importante novidade é o motor 2.2 turbodiesel, em substituição ao 2.0 anterior. Será que o desempenho realmente melhorou? E o consumo, como fica? Confira as Impressões ao Dirigir.

São novas a grade e as luzes de condução diurna (DRL), com assinatura em formato de pixels segmentados | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

As mudanças no Toro são recentes: foram introduzidas na linha em agosto de 2025. Por isso, as unidades reestilizadas ainda são novidade nas ruas. A versão enviada pela montadora para o tradicional teste de uma semana é a topo de linha Ranch, comercializada por R$ 228,49 mil, encostando bastante na picape média Fiat Titano de entrada, a Endurance, que custa R$ 233,99 mil e é equipada com o mesmo 2.2 turbodiesel.

As principais alterações do Toro estão na frente: são novas a luz de condução diurna (DRL), com assinatura em formato de pixels segmentados, e a grade em formato trapezoidal, agora cortada por linhas retas e verticais. As lanternas traseiras full LED seguem com o mesmo formato, mas ganharam novo visual interno, com assinatura em formato de pixels segmentados. Outras alterações perceptíveis são os novos desenhos da tampa do porta-malas e do para-choque traseiro.

As lanternas traseiras full LED seguem com o mesmo formato, mas ganharam novo visual interno | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

No interior, também há novidades para todas as versões: o painel digital de 7” ganhou nova grafia e fontes, a manopla do câmbio foi redesenhada e o freio de estacionamento agora é eletrônico, liberando o espaço que antes era ocupado pela tradicional alavanca. Além disso, a picape ganhou nova USB traseira com entradas para cabos tipos A e C. Os bancos são em couro marrom e apenas o do motorista tem regulagens elétricas, o do passageiro não.

Uma faixa em plástico marrom imitando madeira percorre toda a parte central do painel. A parte superior do painel é feita em plástico seco e materiais agradáveis ao toque estão presentes apenas nos encostos laterais das portas. No quesito acabamento, a concorrência dentro da Stellantis pesa em favor da Rampagem Big Horn equipada com o mesmo motor 2.2 turbodiesel, que parte de R$ 226,99 mil.

Painel digital de 7” ganhou nova grafia e fontes e o freio de estacionamento agora é eletrônico | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

 Externamente, a Ranch traz acabamentos cromados: logos, santo-antônio, maçanetas, retrovisores, frisos laterais, além de novas rodas 18” diamantadas, calçadas com pneus 225/60. Na lateral, estribos plataforma em alumínio com apoio para os pés na cor preta.

Entre os equipamentos de assistência à condução, destaque para a Frenagem Autônoma de Emergência (AEB), Alerta de Saída de Faixa (LDW) e Comutação Automática do Farol Alto (AHB). Faltou, entretanto, o piloto automático adaptativo (ACC).

Neste exemplar testado, o painel exibia o tempo todo mensagens mostrando anomalias na pressão dos pneus e no freio de estacionamento, que no entanto estavam em perfeito estado.

Novo motor 2.2 rende 200 cv

Propulsor gera 45,91 kgfm de torque a apenas 1.500 rpm | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

Uma das principais novidades do Toro 2026 está sob o capô: o novo motor MultiJet 2.2 Turbodiesel de 4 cilindros, que desenvolve 200 cv de potência a 3.500 rpm e 45,91 kgfm de torque a 1.500 rpm, um ganho de 18% na potência e 29% no torque. O propulsor anterior, o 2.0 16V turbodiesel MultiJet II, também de 4 cilindros, gera 170 cv de potência a 3.750 rpm e 35,7 kgfm de torque a 1.750 rpm e já proporcionava bom desempenho.

Agora, os 30 cv a mais e os 10,2 kgfm extras vitaminaram o desempenho do Toro, tanto na aceleração quando na velocidade máxima. As melhorias são perceptíveis já nos primeiros instantes. Conforme a fábrica, a versão vai de 0 a 100 km/h em 9,8 s e atinge 201 km/h. Com o 2.0 anterior, a versão Ranch acelerava de 0 a 100 km/h em 11,9 s e chegava a 193,5 km/h.

Manopla do câmbio foi redesenhada, ficando com um visual mais moderno | Foto: Adair Santos/Carros e Carangas

O câmbio automático tradicional com conversor de torque tem nada menos que 9 marchas e aproveita com eficiência as faixas de trabalho do motor, permitindo ainda fazer as trocas manualmente por meio das borboletas (paddle shifts) atrás do volante. Em velocidades de cruzeiro, contribui para manter sempre baixos os giros: a 80 km/h, o propulsor está em apenas 1.500 rpm, em 7ª marcha. A 110 km/h, aumenta para apenas 1.700 rpm, em 8ª marcha, ajudando na economia de combustível.    

Ao volante, a direção elétrica e a posição alta de dirigir tornam a condução muito agradável. Como sua construção é do tipo monobloco, e não sobre um chassi, a dirigibilidade se aproxima bastante de um carro de passeio, contando, inclusive, com suspensão traseira multilink.     

Consumo melhorou

Apesar de o motor ter ficado maior, ganhando 200 cilindradas, o consumo melhorou: conforme o Inmetro, as versões a diesel fazem 10,5 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada. Lembrando que o propulsor anterior prometia 10,1 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada.

Durante o teste, o Toro 2.2 fez mais do que o número oficial: 11 km/l na cidade e 15 km/l na rodovia. Ao longo de 536 km, a média geral  foi de 12,6 km/l (50% cidade/50% estrada).

Dimensões e capacidades

Modelo tem 4,95 m de comprimento, 2,98 m de entre-eixos, 1,85 m de largura e 1,68 m de altura. Na caçamba, cabem uma tonelada ou 937 litros de bagagens – até o limite da carroceria. Tanque tem capacidade para 60 litros de combustível. Versão Ranch pesa 1.945 kg. Picape tem tração 4×4 e 19,8 cm de altura em relação ao solo. Ângulo de entrada é de 25° e, o de saída, 28°. 

Resumo da Resenha

A reestilização dá novo fôlego a um modelo que já é líder de mercado em seu segmento. A equipe de Design da Fiat fez novamente um trabalho primoroso, pois não é nada fácil mexer em time que está ganhando e intervenções estéticas mal-feitas podem afundar um sucesso tão rápido quanto o Titanic. Não apenas o design, mas o porte intermediário desta picape médio-compacta, a posição alta de dirigir e a boa gama de equipamentos agradam em cheio no segmento a diesel. Em um veículo de R$ 228,49 mil, porém, faltou o piloto automático adaptativo (ACC), que aumenta a segurança.